Tanta música
tantos versos
tantos suspiros
tantas noites acordados
tantas palavras
e a definição não basta
Tanta lágrima
tanta preocupação
tanta culpa
tanto cuidado
tantos braços
e sempre nos faltam os abraços
Tantas provas
que não provam
tantos erros
em acertos
tantas idas
e vindas
sem vindas
tanto caminho e muito cansaço
Tanta espera
tanta falta
tantos soluços
e gargalhadas
tanta história
sem personagens
tanto luto
sem se ter vivido
Pra no fim descobrirmos
que Amor é só silêncio
Um pouco do que fui e do que pensei ser; um pouco do que sou e do que quero ser; um pouco do pouquinho que te deixo ver.
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
Ao poeta José Edward Guedes
Poetisa? Não
Poeta
Poeta que não é feminino
nem masculino
Poeta que é tudo
que é todos
Basta ter alma
e todos a temos
Basta rasgá-la e escrever
e tudo é poesia
E assim nascem os versos
e assim corre a vida
Poesia com dor
poesia com alegria
desesperada
velada
chorada
gritada
mas sempre poesia
Poesia com as mãos
com os pés
poesia no olhar
Poesia no silêncio
guardada num peito
necessitando explodir
Poeta
Poeta que não é feminino
nem masculino
Poeta que é tudo
que é todos
Basta ter alma
e todos a temos
Basta rasgá-la e escrever
e tudo é poesia
E assim nascem os versos
e assim corre a vida
Poesia com dor
poesia com alegria
desesperada
velada
chorada
gritada
mas sempre poesia
Poesia com as mãos
com os pés
poesia no olhar
Poesia no silêncio
guardada num peito
necessitando explodir
Vivendo ...
A dor é o cinzel que esculpe a alma
Mas só vale a pena deixar-se rasgar
se a obra for apreciada com um largo sorriso
A alma escreve nossas histórias
com os fios brancos e as rugas
que tão bem nos sabe colocar
Por que querer apagar essas histórias?
Nosso jardim sempre é regado
com as melhores lágrimas
Que começam doídas e,
quando deixamos seguir seu rumo,
é puro prazer
O poeta é tudo,
são todos,
é quem vive de verdade,
é quem acorda se espreguiçando já feliz
Hoje eu acordei amando, mais que nunca,
meus fios prateados,
minhas rugas,
minhas dores,
meu sorriso largo e ...
o resultado de cada lágrima
Mas só vale a pena deixar-se rasgar
se a obra for apreciada com um largo sorriso
A alma escreve nossas histórias
com os fios brancos e as rugas
que tão bem nos sabe colocar
Por que querer apagar essas histórias?
Nosso jardim sempre é regado
com as melhores lágrimas
Que começam doídas e,
quando deixamos seguir seu rumo,
é puro prazer
O poeta é tudo,
são todos,
é quem vive de verdade,
é quem acorda se espreguiçando já feliz
Hoje eu acordei amando, mais que nunca,
meus fios prateados,
minhas rugas,
minhas dores,
meu sorriso largo e ...
o resultado de cada lágrima
domingo, 16 de novembro de 2014
Tem isso e tem aquilo
Tem beijo que é só tesão
Tem beijo que é tesão
e prenúncio
Tem cheiro que o vento leva
Tem cheiro que impregna
a lembrança
Tem carne sem tempero
Tem carne que se tempera
no suor do outro
Tem gente que só molha os pés
Tem gente que mergulha fundo
escolhendo não se afogar
Tem beijo que é tesão
e prenúncio
Tem cheiro que o vento leva
Tem cheiro que impregna
a lembrança
Tem carne sem tempero
Tem carne que se tempera
no suor do outro
Tem gente que só molha os pés
Tem gente que mergulha fundo
escolhendo não se afogar
Dor sem sofrimento
A dor virá.
Sem dia certo,
mas virá.
Me disseram que sempre dói
Mas sofrer é uma opção.
Opção que não faço.
A dor vai encontrar
um sorriso de canto de boca,
um olhar de quem flutua.
Vai sentir-se deslocada,
procurar um canto,
vai ficar quietinha.
Sem dia certo,
mas virá.
Me disseram que sempre dói
Mas sofrer é uma opção.
Opção que não faço.
A dor vai encontrar
um sorriso de canto de boca,
um olhar de quem flutua.
Vai sentir-se deslocada,
procurar um canto,
vai ficar quietinha.
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Voo sem medo não existe
Jogar a toalha,
sem segurar a ponta.
Jogar-se do abismo,
mesmo sem asas.
Se o voo é verdadeiro,
elas crescem ...
... sempre crescem.
Voo sem medo não existe.
Gente não nasce pássaro.
Mas nascem asas ...
onde nascem sonhos.
sem segurar a ponta.
Jogar-se do abismo,
mesmo sem asas.
Se o voo é verdadeiro,
elas crescem ...
... sempre crescem.
Voo sem medo não existe.
Gente não nasce pássaro.
Mas nascem asas ...
onde nascem sonhos.
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Insônia
O único barulho é o da chuva.
E mesmo assim
é quase silêncio.
Até a natureza ficou quieta.
Talvez queira me lembrar que já é hora de dormir.
E nem sei se quero sonhar.
Os olhos ainda não pesam.
Mas não tenho o que olhar.
A paz é mais branca que essa folha de papel.
Não há sono,
nem angústia,
nenhum desespero,
nem tristeza,
nem lágrimas.
Só a chuva molha.
E as flores agradecem.
E mesmo assim
é quase silêncio.
Até a natureza ficou quieta.
Talvez queira me lembrar que já é hora de dormir.
E nem sei se quero sonhar.
Os olhos ainda não pesam.
Mas não tenho o que olhar.
A paz é mais branca que essa folha de papel.
Não há sono,
nem angústia,
nenhum desespero,
nem tristeza,
nem lágrimas.
Só a chuva molha.
E as flores agradecem.
Ou se vive em paz, ou ...
Ninguém gosta de sofrer.
Mas...
como escrever sem dor?!
Se faltar pena e papel ...
assim mesmo é possível.
Se faltar dor...
faltam palavras.
Poesia não é beijo na testa.
Poesia é ferida aberta no peito.
É angústia incessante.
São lágrimas derramadas
em folhas brancas.
Ou se vive em paz.
Ou se é poeta.
Mas...
como escrever sem dor?!
Se faltar pena e papel ...
assim mesmo é possível.
Se faltar dor...
faltam palavras.
Poesia não é beijo na testa.
Poesia é ferida aberta no peito.
É angústia incessante.
São lágrimas derramadas
em folhas brancas.
Ou se vive em paz.
Ou se é poeta.
"Alla puttanesca"
Será a falta de palavras
a ferida se curando?
Se for ...
Preciso de um novo poema
lido em voz alta.
De uma noite inteira de conversa
deixando a garganta seca.
De gargalhadas sem precedentes.
De celulares que não tocam.
Filmes em preto e branco.
Violão ao chão.
Pelos de gato.
Alla puttanesca.
Clarice.
Não conto com a tua presença.
Mas necessito de todo o resto.
a ferida se curando?
Se for ...
Preciso de um novo poema
lido em voz alta.
De uma noite inteira de conversa
deixando a garganta seca.
De gargalhadas sem precedentes.
De celulares que não tocam.
Filmes em preto e branco.
Violão ao chão.
Pelos de gato.
Alla puttanesca.
Clarice.
Não conto com a tua presença.
Mas necessito de todo o resto.
terça-feira, 30 de setembro de 2014
Acordo
Se acordasses comigo
apenas sentar e contemplar-te,
aceitaria de imediato.
Se,
mais tarde,
acordasses que poderia,
de leve,
te tocar,
de longe eu o faria.
Se o acordo se estendesse
a um leve e solitário beijo,
faria desse momento
todas as palavras
caladas até então.
E...
se diante de tantos acordos,
acordasse em teus braços,
terias entendido.
Eu selaria qualquer acordo
sem mudar uma vírgula,
sem exitar um suspiro.
E acordaria feliz em teus braços,
mesmo sabendo ser a última vez.
apenas sentar e contemplar-te,
aceitaria de imediato.
Se,
mais tarde,
acordasses que poderia,
de leve,
te tocar,
de longe eu o faria.
Se o acordo se estendesse
a um leve e solitário beijo,
faria desse momento
todas as palavras
caladas até então.
E...
se diante de tantos acordos,
acordasse em teus braços,
terias entendido.
Eu selaria qualquer acordo
sem mudar uma vírgula,
sem exitar um suspiro.
E acordaria feliz em teus braços,
mesmo sabendo ser a última vez.
sexta-feira, 4 de julho de 2014
Opinião que não pediram
Não é o momento de terem um lugar
Seria um lugar de fuga
E o bom é que seja de descanso
Acredito na qualidade do material que estão juntando
Mas o terreno precisa ser limpo
Acredito que esse material está sendo bem guardado
Livre do que possa deteriorá-lo
Mas ...
alicerces fortes precisam de terreno limpo, preparado
E vocês bem sabem
Essa limpeza requer tempo
E esse tempo não depende de dois
Quando a casa puder começar "do início"
Aí sim, o lugar será de descanso
E não importarão as tempestades
segunda-feira, 30 de junho de 2014
Vendas e Asas
Não sei se fecho meus olhos
para não sentir
aquilo que vocês se recusam a ver
Ou se estou dormindo
esperando o pesadelo passar
Gritar não adianta
a venda também tapa os ouvidos
E vocês só querem falar
E cada palavra
me cai como fel
Mas o tecido é corroído pelo tempo
E mesmo de olhos fechados
já não vou precisar que enxerguem
ou que ouçam
Nesse tempo de casulo
num momento as asas brotam
e eu voo alto
sem vendas
sem amarras
com longas asas
... que a vida pudesse retroceder dez minutos
Num átimo,
a faca crava o coração
com precisão de mestre em anatomia
Ali morrem três
Deus!, faça voltar dez minutos
Corra menina ... corra
Corra até a praia,
grite o mais alto que puder,
arrebente a garganta
Deixe as ondas levarem toda essa angústia
E no movimento de volta lavarem seus pés
como um carinho
Corra e soque um saco de areia,
um "joão bobo"
Soque qualquer coisa
até que toda a sua dor chegue nas extremidades das mãos
e escorra por entre seus dedos
indo pelos bueiros da vida
Depois,
se largue ao chão
Vitruviano de da Vinci
Deixe que a respiração quase se vá
E ali reze
faça do teu silêncio a mais pura oração
A vida nunca retrocede
Menina sem rosto,
de joelhos me ponho e peço por ti
a faca crava o coração
com precisão de mestre em anatomia
Ali morrem três
Deus!, faça voltar dez minutos
Corra menina ... corra
Corra até a praia,
grite o mais alto que puder,
arrebente a garganta
Deixe as ondas levarem toda essa angústia
E no movimento de volta lavarem seus pés
como um carinho
Corra e soque um saco de areia,
um "joão bobo"
Soque qualquer coisa
até que toda a sua dor chegue nas extremidades das mãos
e escorra por entre seus dedos
indo pelos bueiros da vida
Depois,
se largue ao chão
Vitruviano de da Vinci
Deixe que a respiração quase se vá
E ali reze
faça do teu silêncio a mais pura oração
A vida nunca retrocede
Menina sem rosto,
de joelhos me ponho e peço por ti
sexta-feira, 20 de junho de 2014
Doce espera
Como consegue estar tão presente?
É só um travesseiro que abraço
e fico feliz
É só uma voz dizendo - bom dia!
e o dia é bom
de verdade
Consigo sentir o gosto doce
desses olhos que não esqueci a cor
Um misto de sensações e emoções
me pegou numa dança cheia de rodopios
De repente ...
tudo parou
e se fez paz
Somente paz
E esperar - que pode ser angustiante -
é só mais um dia feliz
É só um travesseiro que abraço
e fico feliz
É só uma voz dizendo - bom dia!
e o dia é bom
de verdade
Consigo sentir o gosto doce
desses olhos que não esqueci a cor
Um misto de sensações e emoções
me pegou numa dança cheia de rodopios
De repente ...
tudo parou
e se fez paz
Somente paz
E esperar - que pode ser angustiante -
é só mais um dia feliz
terça-feira, 3 de junho de 2014
Não se preocupe
Não se preocupe,amigo
nenhuma dor me aflige
apenas um pequeno incômodo
que
basta ser poeta
transformamos em dor dilacerante
Uma pequena farpa
e pronto
um punhal atravessa nosso peito
Que bom termos nossas boas e velhas amigas
as palavras
Exorcizamos fantasmas
ou
os criamos
quando a vida parece sem graça
nenhuma dor me aflige
apenas um pequeno incômodo
que
basta ser poeta
transformamos em dor dilacerante
Uma pequena farpa
e pronto
um punhal atravessa nosso peito
Que bom termos nossas boas e velhas amigas
as palavras
Exorcizamos fantasmas
ou
os criamos
quando a vida parece sem graça
domingo, 1 de junho de 2014
Doença sem cura
Você é,
terminantemente,
uma doença sem cura.
Não queria crer nisso
mas é o que me resta.
Um livro,
um filme,
um quadro ...
e me pego te procurando.
Pergunto
quantas vezes mais
lerei seus poemas,
olharei as mesmas fotos,
os artigos de revista ...
Talvez quando morrer ...
Assim me livro da doença?
Não.
Se morro viro fantasma.
E nem te assombrar
você há de me permitir.
terminantemente,
uma doença sem cura.
Não queria crer nisso
mas é o que me resta.
Um livro,
um filme,
um quadro ...
e me pego te procurando.
Pergunto
quantas vezes mais
lerei seus poemas,
olharei as mesmas fotos,
os artigos de revista ...
Talvez quando morrer ...
Assim me livro da doença?
Não.
Se morro viro fantasma.
E nem te assombrar
você há de me permitir.
Atemporal
Por aqui passamos
Passeamos
Tudo no "seu" tempo
Raramente no nosso
O que vivemos
O que olhamos
O que tocamos
Tudo ficou
Ali
Lá
Cá num canto perdido
Ou num recanto
Mas ficou
Levo dentro de mim tudo que a vida me fez sentir
Isso ... ainda não ficou
Mas um dia há de ficar
Quando comigo
Minhas memórias se forem
E um dia
Com aqueles
Que ... hão de ir
Mas enquanto respiramos
As boas lembranças
Dançam no tempo
Ignoram a existência dos ponteiros
E seguem nos resgatando
Nos amparando
Próximo ao precipício
Nos abraçando
Quando no desespero
Nos fazendo lembrar
Que dez minutos valem mais que 10 anos
Que esse tempo feito de números
É só pra constar
Passeamos
Tudo no "seu" tempo
Raramente no nosso
O que vivemos
O que olhamos
O que tocamos
Tudo ficou
Ali
Lá
Cá num canto perdido
Ou num recanto
Mas ficou
Levo dentro de mim tudo que a vida me fez sentir
Isso ... ainda não ficou
Mas um dia há de ficar
Quando comigo
Minhas memórias se forem
E um dia
Com aqueles
Que ... hão de ir
Mas enquanto respiramos
As boas lembranças
Dançam no tempo
Ignoram a existência dos ponteiros
E seguem nos resgatando
Nos amparando
Próximo ao precipício
Nos abraçando
Quando no desespero
Nos fazendo lembrar
Que dez minutos valem mais que 10 anos
Que esse tempo feito de números
É só pra constar
quinta-feira, 8 de maio de 2014
apbp.com.br
bocas se calam
a arte grita
voa pelos quatro cantos
tintas caminham nas telas
contando histórias coloridas
braços se fazem asas
de voos além do céu
Construção
o amontoado de pedras
os tijolos espalhados
deixam de ser obstáculos
e o caminho passa a existir
e o alicerce se faz firme
pronto pra receber
quantos andares
a história precisar construir
o telhado é de vidro
mas é pra deixar a luz entrar
os tijolos espalhados
deixam de ser obstáculos
e o caminho passa a existir
e o alicerce se faz firme
pronto pra receber
quantos andares
a história precisar construir
o telhado é de vidro
mas é pra deixar a luz entrar
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Dia de Nada
O compromisso de hoje
é não ter compromisso com o por vir
nem com o agora
É não ter culpa por não ter compromisso
e nem pelo que já se foi
É não sentir medo
por escolhas não feitas
e nem pelas erradas
É não querer caminhar, nem correr
sentar-se também é necessário
Hoje é dia de nada
Pra quando amanhã chegar
poder se esvaziar de tudo
não deixando poeira nos cantos
é não ter compromisso com o por vir
nem com o agora
É não ter culpa por não ter compromisso
e nem pelo que já se foi
É não sentir medo
por escolhas não feitas
e nem pelas erradas
É não querer caminhar, nem correr
sentar-se também é necessário
Hoje é dia de nada
Pra quando amanhã chegar
poder se esvaziar de tudo
não deixando poeira nos cantos
Asas que não voam
De tantas asas que tinha
acabou não voando
Se embolaram
... pesaram
E ele ficou inerte
dormindo num ninho de frustrações
Sem travesseiro, edredom
e sonhos
acabou não voando
Se embolaram
... pesaram
E ele ficou inerte
dormindo num ninho de frustrações
Sem travesseiro, edredom
e sonhos
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Bichinho Esquisito
Palavra tem vontade própria
Vai e vem quando bem entende
Ora num rápido passeio
Ora arruma as malas
em dias e dias de ausência
Quando encharcada de emoção
se junta a outra
entrelaçando-se em versos
Quando tudo é calmaria
repousa na solidão
É bichinho esquisito
Quando cansada de tanta vida
corre, corre, perdendo o fôlego
Quando tudo parece tranquilo
se sente sem sentido
e se perde no vazio
Vai e vem quando bem entende
Ora num rápido passeio
Ora arruma as malas
em dias e dias de ausência
Quando encharcada de emoção
se junta a outra
entrelaçando-se em versos
Quando tudo é calmaria
repousa na solidão
É bichinho esquisito
Quando cansada de tanta vida
corre, corre, perdendo o fôlego
Quando tudo parece tranquilo
se sente sem sentido
e se perde no vazio
domingo, 23 de junho de 2013
Domingo e Solidão
Esse dia deixa claro minha condição
Não tenho pra onde fugir
Não ficaram amigos de infância
Nem os que conheci na faculdade
Têm alguns anjos
São mais que amigos
Que Deus mandou pra que eu não enlouquecesse
Eles estão perto
Mas não o suficiente
Eles têm vida própria
E eu ...
Ainda não aprendi a viver
Domingo é um dia de encontros
Eu só encontro comigo
E há vezes que eu não me basto
Tenho medo que essas vezes virem muitas
Sinto falta do que não houve
Sinto falta do que não acontece
Fico pensando o que me faltou aprender
É cada vez mais difícil sair
É cada vez mais difícil respirar
Fico pensando o que me resta
Já não caminho, me arrasto
Cinco minutos me cansam
E quantos muitos ainda me esperam
Mas já se foi metade desse dia
E eu nem sei como morrer
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Namorado Ideal
Uma amiga me perguntou o que eu esperava de uma relação (falávamos de namorado).
Ela sabe o quanto somos amigas, confidentes, cúmplices, o quanto respeitamos nossas divergências.
O quanto sentimos prazer nas horas e horas de conversa sobre filmes, livros, poesia, filosofia, música.
As noites jogando buraco, jogo das palavras (um jogo de tabuleiro muito interessante) ou, simplesmente rindo à toa.
E também sabe que tenho esse tipo de relação com mais duas ou três pessoas.
Bem ... eu disse que queria isso tudo que tenho com esses pouquíssimos amigos ... porém ... regado a beijos na boca e bom sexo ... rsrsrs
domingo, 9 de junho de 2013
Dias de Domingo
Ontem parecia domingo.
Depois que me dei conta de que era porque estávamos todos juntos desde que o Lucca (filho da minha irmã Isabela) nasceu.
Davi (filho do meu irmão Rodolfo) amanheceu aqui, o que é uma alegria. Gigante já acorda rindo e fazendo muita bagunça.
Depois do café fui fazer o que as Tias fazem, joguei bola, brinquei de massinha, descemos pra olhar os jabutis. Depois subimos e a brincadeira continuou com aquele monte de carrinhos.
Daqui a pouco ouvimos aquela vozinha inconfundível: Davi, olha quem chegou!!!
Davi corre pra varanda e começa a pular de alegria gritando sem parar: Gogó, Aquel chegô!!! (traduzindo: Vovó, Raquel chegou!!!) Raquel é a filha mais velha da minha irmã Isabela.
Lucca chegou aninhadinho em seu bebê-conforto, empunhado pelo orgulhoso papai Sppencer. Isabela chegou mais devagar, afinal, pariu não tem nem 20 dias e, agora é que estamos respirando 100% tranquilos depois do susto que Lucca nos deu.
Esse nem quer saber de nada, chegou dormindo e assim ficou por um bom tempo.
Davi ainda não se conforma, o chama pra brincar e não obtém resposta: - Uquinha piguixoso! (traduzindo: Luquinha preguiçoso!)
Mas o preguiçoso acorda quando a fome bate. Agarra com propriedade o peito de sua mãe, mama, mama e ... bem, depois do almoço nada melhor que um cochilo ... rs
Após a sesta Lucca resolve acordar pra conversarmos um pouquinho. Ele adora falar com suas coloridas meias e fica nos olhando com aquela conversa silenciosa cheia de caras e bocas que só os bebês sabem.
O dia passa com todos aqueles acontecimentos de uma casa repleta de filhos e netos: brinquedos por todos os cantos, muito falatório (e Lucca dormindo ...), as brigas entre primos (nada diferente das entre irmãos). Afinal, ainda há uma distância entre as brincadeiras de uma menina de quase 7 e um menino de 2.
Mas ... se um deles é chamado à atenção, aí a briga termina e é união total, como aconteceu nessa cena: Raquel não queria emprestar uma canetinha pra Davi alegando que ele ainda não tem idade pra isso. Ele prontamente agarrou-se ao objeto sem querer larga-lo de jeito nenhum. Minha irmã interveio: - Raquel, se não se comportar, vamos pra casa! Davi não ficou quieto. Correu até a Tia e disse, com aquele peitinho estufado de quando fica zangado: Não!!!
Problema resolvido, e a tarde correu com mais brincadeiras e algumas poucas desavenças ... rs
Na casa da minha mãe qualquer dia tem cara de domingo. Pois Dona Lídia está sempre lá com seu sorrisão, tem sempre um filho dizendo "bom dia!", a gargalhada doce de um neto e a certeza de que estaremos sempre juntos!
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Discurso Adulto
Porque deixamos pra trás a sabedoria de criança?
A simplicidade com que enxergam o mundo?
A facilidade de expressarem vontades e sentimentos?
Hoje ficamos dando voltas.
Quando seria tão fácil chegar e falar oi.
E continuar a conversa.
Nos revestimos de trejeitos.
Palavras tangenciadas quase veladas.
Falamos, falamos ... e nunca dizemos nada.
terça-feira, 4 de junho de 2013
Adeus Goiabeira
Passei por lá
No lugar da casa
um amontoado de tijolos
Ainda se podia ver
as poucas folhas da goiabeira
Doeu o coração
saber que a próxima seria ela
Passei por lá
Havia apenas o terreno
como há 30 anos
Nada dos tijolos ao chão
nada da goiabeira
Não tem mais lugar pros ninhos
Não tem mais goiaba doce
Não tem mais o galho
grosso pro balanço
Não tem mais sombra
pra conversar
Não tem mais
Miúda dormindo em cima
Nem Sultão dormindo embaixo
Não tem mais
Miúda dormindo em cima
Nem Sultão dormindo embaixo
E eu nem dei o último abraço...
Voar ...
... me deixe voar
longe
alto
desajeitada
... me deixe apenas sentir o vento
frio
quente
forte
... me deixe ir sem norte
pra lá
pra cá
pra ninguém
quero apenas
abrir as asas
fechar os olhos
voar ...
(sem compromisso)
Incorremos no erro de pegarmos uma expressão e colocar sobre ela o peso de apenas um dos seus inúmeros significados.
Nossa língua é riquíssima, chega a ser um pecado restringir o uso das palavras por conta dessa pobreza semântica.
Me perguntaram se eu aceitaria um convite pra "conversar (sem compromisso)".
Impossível.
Achei esse significado bem propício:
"Compromisso: responsabilidade adquirida em virtude de uma afirmação verbal ou escrita, feita por nós mesmos."
- não necessariamente verbal ou escrita, firmamos nossos maiores compromissos em nossas silenciosas orações.
Se aceitar sair pra conversar ... bem ...
Estarei firmando um "compromisso" de estar pronta na hora certa.
Estarei comprometida com o fato de querer que o tempo que ela dure seja agradável.
Seja qual for o assunto que conversemos o meu compromisso será manter-me veraz. Até porque, esse é um compromisso que firmo comigo ao acordar, todos os dias.
Não tem como não me comprometer.
E o meu maior comprometimento é em ser feliz.
Por isso ... será impossível uma "conversa (sem compromisso)".
Palavras
Não acredito nas palavras ditas a esmo
o vento as leva
Nem naquelas presas ao papel
pois podemos atear fogo
Creio na verdade
das palavras ditas no silêncio
de um entrelaçar de dedos
São sussurros carregados na lembrança
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Conselhos do Mar
você me olha
pernas levemente abertas
espalma a mão no chão
me mostrando onde quer que eu sente
aninho-me naquela imensidão
você me aninha em seus braços e pernas
descansa o queixo em meu ombro
beija meu rosto
e ali ficamos
ouvindo os conselhos do mar
Torneira Maldita
a goteira não para
eu não durmo
espero o cair de cada nota
parece uma eternidade
silêncio que me sufoca
chuva que não molha
boca seca
agonizando a água que cai
Mesma História
Será que lemos velhas histórias
porque não queremos surpresas?
Já sabemos o começo, o meio, o fim
As páginas estão amareladas
eu amadurecida
mas a história é a mesma
E o livro cheira a mofo
Verde Desencontro
nunca pude olhar fundo
esses olhos verdes
sempre passando ...
sempre no alto ...
sempre
de vez em quando
ontem
amanhã
depois
só daqui uns anos
não importa o tempo
sempre faço deles um mergulho
o último
num lago de água de coco
fresca
doce
como teus olhos verdes
domingo, 26 de maio de 2013
Poesia Caprichosa
... mais uma vez
as palavras fogem
escorregam
por entre meus dedos
se fazem turvas
em minha cabeça
peças que não se encaixam
sentimentos
e
palavras
não sei se essas não me são suficientes
ou
se aqueles me são desconhecidos
melhor esperar
sei que minha poesia é
caprichosa
não chega quando eu quero
e sim
quando
Ela
necessita
sexta-feira, 8 de março de 2013
Meus votos
Faço votos de que a caminhada prossiga como começou, os dois, sempre juntos, decidindo tudo, vendo cada detalhe, escolhendo cor, bolo, enfeites, lembranças ...
Nunca vi noivo tão participativo!
A festa de casamento da minha irmã e meu (agora oficialmente) cunhado foi, desde o início, planejada pelos dois.
Geralmente vemos a noiva de um lado para o outro resolvendo tudo, a personagem principal. O noivo é o coadjuvante, dizendo sim às escolhas quando solicitado e, se possível, se esquivando de outras. Aqui foi diferente!
Quem me conhece sabe que não ligo muito pra casamentos. Se fui a dois ou três em 40 anos (não contei aqueles em que fui Dama, afinal, não tive escolha, mas foram poucos também, uns dois ou três) foi muito.
Sempre disse que só valeria a pena participar de tal cerimônia se percebesse que era sincera a vontade de estarem juntos pra sempre.
Sei que muita coisa pode acontecer. Mesmo que façamos o melhor existem os imprevistos, mas esses não podemos adivinhar.
O que faz com que duas pessoas estejam no altar é a certeza de quererem estar juntas pra sempre, não imagino de outra forma. Mas não foi isso que vi nos poucos casamentos que fui e mesmo em relacionamentos que acompanho.
Minha irmã sempre sonhou em se casar de maneira tradicional, igreja, festa, vestido e grinaldo. Foi exatamente desse jeito.
Mas o que me deixou feliz foi perceber no olhar dos dois essa certeza, estarem juntos pra sempre. A igreja escolhida era pequena cheia de charme e muito romantismo, datada de 1503. O cenário não poderia ser mais perfeito.
Todos estavam muito emocionados, a felicidade dos noivos era contagiante. Tudo maravilhoso, como sempre achei que deveria ser quando se resolve dar tal passo.
Até fiquei com vontade de fazer uma festa também, só pra vocês terem ideia de como fiquei comovida. Todos os sentimentos ali eram muito verdadeiros. As palavras ditas um para o outro eram do fundo do coração.
Meus votos é que continuem a caminhada desse jeito, conversando, discutindo, chegando a um denominador comum. Fazer festa não é fácil, dá trabalho, existem os momentos de estresse, mas o resultado, quando fazemos tudo juntos, com amor e cumplicidade, é perfeito. Assim foi a festa de vocês e, acredito piamente que, assim será daqui pra frente.
Beijos!
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Dilema
...
no papel a prescrição
a caixa cheia ao alcance
desespero
covardia
a vida e seus dilemas
...
no papel a prescrição
a caixa cheia ao alcance
desespero
covardia
a vida e seus dilemas
...
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Mais um "Feliz Natal"
Por que o Natal não é em julho?
Seria menos doloroso encarar lojas tão cheias num clima mais ameno.
Mas ...
Por que preciso fazer isso?
Preciso comprar presentes só pras crianças.
Elas não entenderiam tal ausência.
E curtem rasgar tanto papel.
Elas não têm culpa, nunca têm.
Talvez um dia entendam toda a falta de sentido.
Talvez um dia deixem de comprar.
Quem sabe ...
De qualquer maneira,
pra quem ainda entende o sentido destas palavras:
Feliz Natal!
Seria menos doloroso encarar lojas tão cheias num clima mais ameno.
Mas ...
Por que preciso fazer isso?
Preciso comprar presentes só pras crianças.
Elas não entenderiam tal ausência.
E curtem rasgar tanto papel.
Elas não têm culpa, nunca têm.
Talvez um dia entendam toda a falta de sentido.
Talvez um dia deixem de comprar.
Quem sabe ...
De qualquer maneira,
pra quem ainda entende o sentido destas palavras:
Feliz Natal!
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Encruzilhada
e cá estou eu
parada
olho pro que passou
e sinto saudade
de como não foi
atrás de mim
as possibilidades
continuo de costas
não quero decidir
não sei como fazê-lo
melhor sentar um pouco
...
de costas
...
tenho medo de seguir
pela esquerda
e seguir com dúvida
sentir saudade
do que havia
do outro lado
e não vi
...
voltar não dá
...
nunca dá
parada
olho pro que passou
e sinto saudade
de como não foi
atrás de mim
as possibilidades
continuo de costas
não quero decidir
não sei como fazê-lo
melhor sentar um pouco
...
de costas
...
tenho medo de seguir
pela esquerda
e seguir com dúvida
sentir saudade
do que havia
do outro lado
e não vi
...
voltar não dá
...
nunca dá
Chuva
... o céu se fez cinza
chega pela esquerda
do outro lado
já intimidado
o azul se desfaz
os anjos tocam tambor
o som
ensurdecedor
assusta
fico esperando o próximo
mas eles parecem saber da espera
conseguem me assustar
a cada batida
entre o cinza
que
agora
é escuro
e pinta todo o céu
rajadas de prata
ao som dos tambores
vai dá pra lavar a alma
música
luz
o show promete
o cheiro de terra
já invade as narinas
... espero ...
... espero ...
me enganaram
os pingos foram tão poucos
tão pequenos
evaporaram
antes de tocarem o chão
os raios se foram
a chuva não caiu
ficou só o cinza
escuro
chega pela esquerda
do outro lado
já intimidado
o azul se desfaz
os anjos tocam tambor
o som
ensurdecedor
assusta
fico esperando o próximo
mas eles parecem saber da espera
conseguem me assustar
a cada batida
entre o cinza
que
agora
é escuro
e pinta todo o céu
rajadas de prata
ao som dos tambores
vai dá pra lavar a alma
música
luz
o show promete
o cheiro de terra
já invade as narinas
... espero ...
... espero ...
me enganaram
os pingos foram tão poucos
tão pequenos
evaporaram
antes de tocarem o chão
os raios se foram
a chuva não caiu
ficou só o cinza
escuro
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Quatro paredes e uma escada
Eu e as quatro paredes
Elas me abraçam em dia frio
Abrem suas janelas aos 40º
Ouvem minhas lamentações
Ouvem meu silêncio
Não perguntam nada
Sabem que não gosto de respostas
Acomodam minha dor
Estão aprendendo a acolher a alegria
São brancas como monte de neve
Claridade de sol forte no olho
Me empurram escada a baixo
Batem a porta na minha bunda e dizem:
Vá Virginia, vá viver
Elas me abraçam em dia frio
Abrem suas janelas aos 40º
Ouvem minhas lamentações
Ouvem meu silêncio
Não perguntam nada
Sabem que não gosto de respostas
Acomodam minha dor
Estão aprendendo a acolher a alegria
São brancas como monte de neve
Claridade de sol forte no olho
Me empurram escada a baixo
Batem a porta na minha bunda e dizem:
Vá Virginia, vá viver
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Fantasmas
Não sei por onde começar. Nem o livro, muito menos a vida. Essa nova vida que se desenha cria-me estranheza. Os fantasmas saíram debaixo da cama, sentaram-se à beira e conversam comigo. Tapo os ouvidos, mas eles falam ... falam ... ignoram que eu os ignoro. Na verdade é apenas uma tentativa em vão, pois quero ouvir o que tanto gritam, sussurram. Querem chamar minha atenção. Achei que ao saírem debaixo da cama iriam embora. Os veria saindo porta a fora e descendo a escada ... talvez voassem ... mas sairiam. Puro engano. Agora que são mais que vozes, parecem querer conversar olho no olho. Não sei como lidar com isso. Sinto medo. E não tenho medo de senti-lo. Deixo que invada todo meu ser. Quero saber qual é a sensação do medo consciente. Sentar e ... quase deleitá-lo. Talvez assim o conheça de verdade. Talvez perceba que ele não tem um porquê pra estar aqui. Dessa forma, quem sabe, eles partam.
Os fantasmas sussurram em meus ouvidos sem pudor. Pegam-me desprevenida sempre. Criam diálogo que desconheço, travo brigas imaginárias que me consomem. Talvez quem olhe a cena veja uma mulher sentada, quieta, com olhos estatelados. Deve ser assim que fico. Pois não reajo. Sinto que fico estática enquanto a mente, a alma, rodopiam. Só sei que, quando me dou conta, estou cansada, aí reajo, falo em voz alta pra que sumam. Que já os conheço, sei que são irreais. Mas ... Como podem ser irreais se me paralisam.
Eles são pedaços de mim, só pode ser isso. Nada é tão assustador a ponto de nos tirar de cena do que os lixos que não colocamos pra fora. E nessa decomposição ... todo aquele gás me sufoca. Só me resta a faxina. Não sei por onde começar. Por enquanto só movo o lixo de lugar, não sei como irei colocá-lo porta a fora. Mas já é um movimento. E os fantasmas se assustam. Sabem que cansei de ficar parada. Sabem não ter mais lugar na beira da minha cama.
domingo, 2 de dezembro de 2012
Praia Grande
... o sol esquentando
areia fina nos pés
vento na cara
cabelos nos olhos
passos ...
cheiro do mar que se aproxima
água gelada
doendo nos pés
passos ...
mergulho
eletrizando o corpo
sangue correndo
vento quente
passos ...
areia fina nos pés
vento na cara
cabelos nos olhos
passos ...
cheiro do mar que se aproxima
água gelada
doendo nos pés
passos ...
mergulho
eletrizando o corpo
sangue correndo
vento quente
passos ...
Conversando no nº 1007, bloco I
O momento é agora
Mesmo que olhemos para trás
para frente
o momento acontece
E num piscar
o perdemos
O passado ... passou
Não o tornemos peso desnecessário
O futuro está ali
Deixe-o descansar tranquilo
Respire o agora
e ele será o futuro
Mas olhar fixo pra frente
é só angústia
Dance,
cante,
se descabele,
faça silêncio,
grite até enrouquecer
Mas faça
Faça agora
Faça hoje
Se arrependa até
Só não deixe a vida passar
Mesmo que olhemos para trás
para frente
o momento acontece
E num piscar
o perdemos
O passado ... passou
Não o tornemos peso desnecessário
O futuro está ali
Deixe-o descansar tranquilo
Respire o agora
e ele será o futuro
Mas olhar fixo pra frente
é só angústia
Dance,
cante,
se descabele,
faça silêncio,
grite até enrouquecer
Mas faça
Faça agora
Faça hoje
Se arrependa até
Só não deixe a vida passar
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Dor que não cessa
Você é como um gato
ou mais de um
Penso tê-lo matado
cá está você
Uma dor que não cessa
Um grito que não cala
Um gosto ...
... que o tempo amargou
A música agora é fúnebre
O que parecia solidão
era praça lotada em tarde de domingo
Solidão é agora
Solidão é querer
só por um átimo
teus olhos negros me fitando
Mas você não ouve
não vê
nem sequer lembra ...
ou mais de um
Penso tê-lo matado
cá está você
Uma dor que não cessa
Um grito que não cala
Um gosto ...
... que o tempo amargou
A música agora é fúnebre
O que parecia solidão
era praça lotada em tarde de domingo
Solidão é agora
Solidão é querer
só por um átimo
teus olhos negros me fitando
Mas você não ouve
não vê
nem sequer lembra ...
domingo, 28 de outubro de 2012
Primeiro Paço
Vou seguindo o caminho
Bom encaixotar coisas
Fui tirando-os da estante com cuidado
Todos sentiremos a mudança
Pensei reler Sartre, Zélia e Buscaglia
mas tenho os russos pela frente
Um passo de cada vez
A mudança é ao gosto do vento
A vida tá me levando
Ainda me assusto
mas não vou resistir
Nada contra o vento
Nada contra a correnteza
Para alguns não é dada a chance
de escolher o caminho
mas a de aprender o ritmo dos passos
O lugar é pequenino
mas cheio de luz
A claridade propicia a leitura
Isso é bom!
Meu paço é singelo
E chego até ele com passos firmes
Colocar as coisas no lugar
me jogar no puff
acompanhada de algum russo
Eis a festa!
Bom encaixotar coisas
Fui tirando-os da estante com cuidado
Todos sentiremos a mudança
Pensei reler Sartre, Zélia e Buscaglia
mas tenho os russos pela frente
Um passo de cada vez
A mudança é ao gosto do vento
A vida tá me levando
Ainda me assusto
mas não vou resistir
Nada contra o vento
Nada contra a correnteza
Para alguns não é dada a chance
de escolher o caminho
mas a de aprender o ritmo dos passos
O lugar é pequenino
mas cheio de luz
A claridade propicia a leitura
Isso é bom!
Meu paço é singelo
E chego até ele com passos firmes
Colocar as coisas no lugar
me jogar no puff
acompanhada de algum russo
Eis a festa!
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Aos Mestres com carinho
Lidar com material humano é, simplesmente, divino.
Minha Mãe é professora. Hoje está aposentada, mas muito me orgulho quando ainda encontro com seus ex alunos e ouço falar dela com carinho, respeito e admiração.
Na escola onde trabalhava conheci "Tias" maravilhosas. Tia Emilce, tia Josamira, tia Tânia, tia Lúcia não foram minhas professoras mas muito me ensinaram e ficou uma amizade que dura até hoje. Essas Tias e suas famílias fazem parte da minha vida e da vida da minha família.
Tenho na lembrança professores que foram muito importantes.
Tia Aldinéia da primeira série, loira e com um largo sorriso.
Tia Altiva, tia Marlizinha, tia Marlizona, pessoas doces que, quando ainda tenho a oportunidade de encontrar sinto-me presenteada naquele dia.
Miguel fui encontrar já no, como é denominado hoje, segundo seguimento do Ensino Fundamental. Professor de História com quem aprendi a ser questionadora e descobri minha veia esquerdista ... rs ... daí não parei mais.
Marlúcia foi outra pessoa muito especial. Alta, olhar direto, disciplinador, porém doce. Sempre nos acompanhando nos passeios. Ali se revelava uma brincalhona. Era sempre o primeiro nome que sugeríamos pra nos acompanhar, pois era certeza de um passeio muito divertido e agradável.
Na Faculdade reencontrei alguém que não fazia parte dessa lista. Sempre batemos de frente, e não foi diferente nesse período. Professor excepcional, detentor de conhecimento e talento indiscutíveis. Mas na época eu era apenas rebelde, ainda desconhecendo a ausência de algumas causas. Brigávamos em sala e, quando nos esbarrávamos no ônibus, voltando pra casa, gostávamos de conversar. Vai entender essas almas ... rs ... Professor Eraldo, fica aqui meu agradecimento por fazer parte, hoje, dessa lista tão importante.
Icléa era Doutora em Literatura Portuguesa, muito me ensinou e me inspirou.
Regina Celi, como sinto falta dessa pessoa hors concours , Doutora em Literatura Brasileira, foi mestre, amiga, companheira, alguém que muito me ensinou e me fez enxergar e acreditar que sabia pesquisar, sabia escrever.
Da turma que se formou sei que bons mestres estão em sala, mas destaco aqui meu querido e grande amigo Douglas. Sempre o tive como um irmão mais novo. Jeito tímido, sorriso doce e um enorme poder e desenvoltura pra ensinar. Parabéns, meu amor! Você faz parte de um grupo muito importante e fundamental pra que possamos acreditar que algo pode mudar e, pra melhor.
Minha incursão por esse mundo maravilhoso durou pouco, ministrei aulas por apenas três anos. As circunstâncias me tiraram de sala e ainda não encontrei coragem pra voltar. Ah!, tem que ter coragem.
Mas ficou aquele gostinho indescritível, que só quem viveu e vive o que é estar no meio de alunos sabe. Dez anos se passaram e ainda hoje, quando encontro algum aluno, sou chamada de professora e ouço agradecimentos. Não dá pra descrever tamanha felicidade. Outro dia mesmo, um aluno, depois desse tempo todo, me encontrou no Face. Mais uma vez, muita e muita felicidade.
Parabéns pra toda essa turma que ainda precisa, e muito, ter sua importância (pelo poder público, claro!) reconhecida e recompensada e que, mesmo assim, é apaixonada pelo o que faz. Sem paixão não há docência.
domingo, 14 de outubro de 2012
FERREIRA
Façamos sempre
Encontros e reencontros
Risos, sorrisos, eternas gargalhadas
Recordações brotando
Encontro marcado, encontro na Net
Idas e vindas
Retratos em preto e branco
Até o ano que vem !
Encontros e reencontros
Risos, sorrisos, eternas gargalhadas
Recordações brotando
Encontro marcado, encontro na Net
Idas e vindas
Retratos em preto e branco
Até o ano que vem !
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