Gato e borboletas

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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

O Encontro dos Ferreira

Dia 13 de outubro próximo será realizado o primeiro encontro da família Ferreira.    Espero que o primeiro de muitos, já que, infelizmente, não poderei comparecer.
Quando, aqui em casa, começaram as combinações pra viagem, muitas lembranças me vieram à tona.
Lembranças, que não poderia ser diferente, carregadas de gargalhadas e vozes altas ... rsrsrs ... uma das marcas registradas da família.
Bem, o que me faz ser uma Ferreira: (preciso me apresentar) sou Virginia, filha da Lídia, neta do Mazinho. Vovô Arthur só conheci por fotografias e vovó Lídia se foi quando eu tinha uns dois aninhos, de quem também só me recordo por conta dos retratos.
Família grande a gente nunca conhece todo mundo. Principalmente quando mudamos de cidade ainda criança. Moro em Arraial do Cabo, litoral do Rio de Janeiro. Quando pequenos as visitas são mais frequentes, tem as férias de Julho e fim de ano. Com o tempo vem a faculdade, o trabalho, pra muitos, filhos e casamentos. Filhos, não os tive, sou uma tia coruja e desempenho bem esse papel, e casar, bem, espero que um dia Ari tome coragem, mas estamos felizes. O resto da história vai fazer parte de toda a fofocada que vai rolar nesse dia. Encontro de família é isso, matar saudade, contar histórias e deixar todos a par dos acontecimentos. Do que der tempo, é claro!
De toda essa gente maravilhosa que tive contato, me deu vontade de deixar registradas algumas boas lembranças.
Até os sete anos morei na casa do vô Mazinho e da vó Rachel. Perto dali moravam tia Branca e tio Nicácio. Adorava ir até a venda onde sempre era recebida com o carinho peculiar do meu tio. E nunca me esquecia de acenar e sorrir pro Serginho, à janela vendo o movimento.          
Nessa época, ainda morando em Barra, não posso me esquecer das caronas que Regina (filha do tio Nicácio) me dava até a escola, íamos eu, Daniele, sua filha, e Ana Paula, sua sobrinha. Ana Paula é filha do Cézar, um primo também muito querido, com quem gostava de conversar.
É engraçado as lembranças que guardamos. Eu e Daniele tínhamos a mesma idade, já Michele, sua irmã, tinha uns dois anos a mais, se não me engano. Sempre que falo na Michele, me vem a lembrança de um cabelo comprido, levemente ondulado e lourado. Talvez por ser diferente dos cabelos escuros e lisos, mais uma marca registrada dos Ferreira.
Próximo, também morava tia Maria, de quem adorava beijar as fofas bochechas, e sempre achei seus cabelos grisalhos, quase brancos, lindíssimos.
A lembrança que tenho de tia Zilda é de uma mulher forte e decidida. Sempre tenho essa sensação quando estamos conversando e lembrando da família. Algo que gostamos muito de fazer. Lembranças que, vira e mexe, vêm à tona. A última vez que a vi foi quando a vó Rachel se foi, apesar do passar do tempo, continuava bonita e elegante.
Tia Laide e tio Vicente, bem, não os conheci, mas de tanto ouvir falar, criou-se um laço. Talvez essa seja uma das magias das famílias. Saber que fazemos parte de algo tão grandioso faz-nos sentir, de certa forma, muito bem amparados, queridos.
Ouvir a voz do Aremildo ou do Ademir, ainda no portão da casa do vô, era motivo de festa, com certeza a conversa ia ser boa e, se tratando do Ademir, riríamos muito com as novidades que ele sempre trazia.
Depois que nos mudamos, sempre que possível, íamos até Piraí visitar tia Lourdes e tio Cid. O que mais gostava no meu tio, além de ser tratada com muito carinho, é que ele era muito parecido com o vô Mazinho, até o abraço forte.
O Xodó também era um lugar que nunca deixávamos de ir. Além das delícias, era uma oportunidade de encontrarmos com o Kelinho, que sempre nos recebia com um largo sorriso.
Família grande é assim, de vez em quando a gente fica de mal, às vezes, até levamos um tempo sem trocar uma palavra sequer. Mas quando o bicho pega ... temos a certeza dos muitos abraços. Pois isso nunca falta. Nunca falta um sorriso, um colo, palavras doces (em voz alta, bem alta), e o abraço bem apertado (também marca registrada dessa gente). Abraço esse que mais que recordar, sinto até hoje, quando chegava de viagem e, ainda no portão, saltava do carro e, lá estava o vô Mazinho, de braços abertos gritando: Ô nega! 

2 comentários:

  1. Oi ! Eu sou o Paulo Jr., filho da Regina e do Paulo Lima, neto da D. Branca e Nicácio, e irmao da Dani e da Michele. Tambem nao pude ir ao encontro, porque moro fora do país. Eu gostava muito do seu avo quando eu era pequeno, Me lembro bem do vozeirao que ele tinha. Esse encontro, e esse seu blog me deram muitas boas lembranças ...

    abracos !
    Jr.

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  2. Obrigada, meu primo! Esse encontro foi tão maravilhoso que, até nós, que estávamos distantes, curtimos de alguma maneira. Lembro-me de vc pequenininho. Beijos pra toda a sua família ...!!!

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